Considerado por muitos como o maior artista do século XX, Pablo Picasso frequentemente usava o touro como tema de seus trabalhos.
Desde a infância desenhava a tourada. Sua primeira obra preservada, um óleo sobre madeira pintado aos oito anos, foi chamada O Toureiro. Picasso conservou este trabalho por toda sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa.
Em 1945, iniciou uma série de onze litografias intitulada Touro (FOTO). Nesta seqüência de gravuras, todas extraídas de uma única pedra, Picasso disseca visualmente a figura de um touro buscando seu espírito através de uma forma essencial. É uma obra prima que desenvolve um trabalho artístico desde o estilo acadêmico até o abstrato.
Picasso usou o touro como uma metáfora em várias obras. Dependendo do contexto, tem sido interpretado de diferentes formas: como uma representação do povo espanhol, como um comentário sobre o fascismo e a brutalidade, como um símbolo de virilidade ou como uma reflexão sobre sua própria imagem..
A série Touro é também uma alegoria do ciclo de vida e morte descrevendo estágios que vão ao apogeu da materialidade e daí ao extremo da sutileza do corpo do animal. Vemos o touro ganhando volume e linhas de força que ressaltam o desenho de seus músculos até a terceira gravura. A partir da quarta gravura o artista vai tornando mais abstrata a estrutura simplificando sua anatomia, suavizando e reduzindo sua forma. O órgão reprodutor é ressaltado pelo tom mais escuro a partir da segunda até a penúltima gravura. Observe na foto acima.
A primeira gravura, como um esboço, insinua muitas possibilidades. Representaria a infância?
Na última gravura, Picasso retrata a essência, o espírito do animal. Representaria o estágio último da vida?
A primeira gravura, como um esboço, insinua muitas possibilidades. Representaria a infância?
Na última gravura, Picasso retrata a essência, o espírito do animal. Representaria o estágio último da vida?
